Katia é engenheira química e atua na área ambiental há alguns anos. Sempre gostou muito de ler livros de suspense e ficção. Acompanhem essa superentrevista.
Fale-nos sobre o livro "Herança sombria". O que a motivou a escrevê-lo?
Eu tive a ideia inicial quando morei em Coimbra, Portugal, em 2018. Um dia estava voltando para minha casa e eu precisava andar por uma ladeira onde nunca havia ninguém. Eu fiquei pensando na época: se eu for atacada por alguém aqui onde vou pedir socorro? Aí eu inverti esse pensamento: e se eu atacar alguém?
Bom, claro que não ataquei ninguém, isso foi só um devaneio, mas então comecei a elaborar a trama, que só terminei quando já estava de volta no Brasil, em São Paulo. Decidi montar um cenário que se passasse em São Paulo, ao menos na maior parte do tempo, e peguei emprestada a história de vida de minha avó paterna, que nasceu em Portugal.
Este foi o livro que me deu mais trabalho, pois precisei pesquisar muito e ficar atenta às datas e às informações de todas as personagens. Além de arriscar escrever algo que se aproximasse de um suspense policial. Foi uma experiência ótima!
Como é o seu processo de escrita?
Na maior parte das vezes eu começo a escrever sem planejar muito. Deixo as ideias sairem da cabeça e vou colocando no papel. Depois que começa a tomar forma, então eu volto no início e reescrevo o que for necessário para que as coisas se encaixem. No final, leio tudo umas duas vezes para corrigir os erros, que não são poucos, e só quando estou certa que terminou passo para alguns amigos lerem. Eles me ajudam muito com as revisões.
Como analisa a literatura de terror/horror publicada por brasileiros?
Acho que há muita coisa boa! Nós temos certa resistência em ler, assistir e consumir produtos nacionais, porém precisamos dar uma chance, pois podemos nos surpreender. O que foi meu caso.
A escrita não é um produto valorizado, na maior parte dos casos o autor ganha dinheiro com outras coisas, ou quando o livro vira filme ou série, isso é uma pena, porque é um trabalho como outro qualquer e que realmente dá trabalho!
Há o Patrick Corrêa e o Marcos DeBrito, que são exemplos de escritores brasileiros de suspense e terror que são muito bons! Assim como há outros anônimos que deveriam ter a chance de ser publicados. Temos nosso folclore e "causos" regionais que dariam excelentes livros de suspense!
Quais os seus próximos projetos?
Estou trabalhando no terceiro volume da série que começou com meu primeiro livro, Em busca da fotografia perfeita. O segundo volume já finalizei e estou aguardando retorno de uma editora. Também há um livro de contos que escrevi junto com outros quatro amigos escritores, estamos no final da revisão e talvez seja publicado no início do ano que vem. Torcemos para fazer o lançamento pessoalmente!
E há outros projetos ainda embrionários, que com certeza serão livros um dia.
Link para o livro: https://www.amazon.com.br/dp/B08H2JPS18
CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.
SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).
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